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Bolsa tem pior queda desde 2011

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São Paulo, SP ? A Bovespa ingressou no segundo semestre com o pé esquerdo. Depois de abrir julho com pequena baixa, na segunda-feira, dia 1º, o principal índice à vista da bolsa despencou ontem, chegando a operar abaixo dos 45 mil pontos. A situação de OGX e, por tabela, das demais empresas X e os dados fracos da produção industrial brasileira e das vendas de veículos construíram um cenário de aversão aos ativos domésticos. Isso se agravou quando Wall Street também virou para o vermelho, no meio da tarde. O Ibovespa terminou a sessão com perda de 4,24%, maior queda porcentual desde 22 de setembro de 2011, quando recuou 4,83%. Encerrou nos 45.228,95 pontos, menor nível desde 22 de abril de 2009 (44.888,20 pontos). Na mínima, registrou 44.819 pontos (-5,10%) e, na máxima, 47.222 pontos (-0,02%). Em apenas duas sessões do mês, já acumula baixa de 4,69% e, no ano, o tombo atinge 25,80%. O giro financeiro totalizou R$ 8,751 bilhões. O quadro doméstico, segundo profissionais consultados, está muito debilitado, com inflação elevada, economia fraca, política fiscal deteriorada e, agora, maior risco de ingerência política na economia. Nesse cenário, a deterioração das empresas do grupo X e os números fracos da produção industrial e de vendas da Fenabrave levaram os investidores a se desfazerem de ações domésticas. A avaliação é de que o governo não consegue fazer a economia andar, como reforçaram ainda os números da Fenabrave: as vendas de autos e comerciais leves caíram 11,08% em junho ante maio.

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