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CNI: economia de R$ 270 mi por m�s

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São Paulo, SP ? Principais apoiadoras do projeto para pôr fim à multa adicional de FGTS, as entidades empresariais comemoram a aprovação na Câmara da proposta que extingue o pagamento extra de 10% em caso de demissão de funcionários. O texto foi aprovado em votação na quarta-feira passada e representou uma derrota para o governo, que era contrário ao fim do instrumento. A cobrança rendia uma receita de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. A proposta segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. A Confederação Nacional da Indústria(CNI) estima uma economia mensal de R$ 270 milhões a empresas de todos os portes com a extinção da multa. CARGA TRIBUTÁRIA A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) diz que a aprovação do projeto ajudará a diminuir a carga tributária do país, servirá de impulso à competitividade e estimulará a formalização do mercado de trabalho. ?O fim da contribuição implica diretamente na redução do custo do trabalho, o que aumenta a competitividade e estimula a geração de empregos formais?, afirma a Fecomercio, que representa 154 sindicatos de comércio. A contribuição foi criada em 2001 para ajudar a pagar um rombo de R$ 42 bilhões. Com a medida, a multa do FGTS paga pelas empresas nas demissões sem justa causa passou de 40% para 50%. O trabalhador continuou recebendo os 40% e o restante foi para cobrir o rombo. VETOS Segundo líderes governistas, não há compromisso com o projeto, que pode ser vetado. Alguns aliados, no entanto, consideram que existe dificuldades para o veto, tendo em vista que o governo está fragilizado e sofre pressão do empresariado. O projeto extingue a multa a partir de junho de 2013 e, segundo parlamentares, poderia causar efeitos retroativos. PT, PCdoB e PSOL votaram pela derrubada do projeto, sob argumentos que é uma demanda dos empresários e vai contra os interesses do trabalhador. O projeto foi aprovado com 315 votos favoráveis, 95 contrários e uma abstenção. ?

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