Economia
Seca faz pre�o do leite disparar
No primeiro semestre deste ano, o consumidor brasileiro se deparou com a subida dos preços dos alimentos, o que gerou o temor de um descontrole da inflação. Durante algum tempo, o tomate, que chegou a aumentar mais de 200%, virou símbolo da volta da inflação e tema recorrente em programas de TV e nas redes sociais. Depois, foi a vez da batata, que tirou do tomate o posto de vilão. Um dos grupos que mais pesaram no bolso da dona de casa nessa primeira metade do ano foi o de laticínios. Nos últimos 12 meses, o leite longa vida liderou a lista de avanços, com uma alta de 20,43%. O leite em pó subiu 18,71%, enquanto o iogurte aumentou 11,44% e o queijo 10,64% em média. No atacado, o preço médio do leite UHT subiu 27,7% em junho deste ano frente ao mesmo mês do ano passado, enquanto o preço médio do leite em pó avançou 40,9%. A boa notícia é que os preços já começaram a fazer o caminho inverso, embora vá demorar ainda algum tempo para voltarem ao patamar anterior. Tradicionalmente, o segundo semestre tende a ser melhor para os preços dos alimentos, seja pela sazonalidade favorável seja pela safra de alguns itens. Os preços do leite e dos derivados costumam subir em época de entressafra e, neste ano, contaram com a ajuda da demanda aquecida internamente com o aumento da renda dos brasileiros e, externamente, puxado pela China, somado ao efeito de seca na Nova Zelândia.