Economia
Natal: vendas no com�rcio crescem cerca de quatro vezes
ANA MÁRCIA O movimento no comércio neste período do ano se elevará até o final de dezembro e corresponde à soma de outros quatro meses, segundo informações do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Alagoas, Roberval Cabral. O setor deverá efetuar de seis a oito mil contratações temporárias em função do aumento das vendas de festas de fim de ano. Ano passado, o setor chegou a contratar cinco mil trabalhadores, com um diferencial: a absorção de mão-de-obra começou a partir de outubro, mas, diante do período eleitoral e das incertezas na economia, a contratação atual teve que ser adiada para este início de novembro. De acordo com Roberval Cabral, apesar de o aumento do dólar atingir diretamente apenas alguns produtos, na prática há uma crise psicológica por ter havido um repasse de preços para outras mercadorias, prejudicando todo o setor e o consumidor que deixou de comprar. Ele acredita, porém, que a partir da definição eleitoral e da demanda reprimida de compras por parte do consumidor, dezembro será melhor para o comércio, gerando maior crescimento nas empresas. Isso poderá significar até um fator multiplicador também do número de empregos fixos. Para o economista Sílvio Roberto Costa, após as eleições se desfez o período de instabilidade, causado sobretudo pelos aumentos do dólar. ?O que aconteceu foi pura especulação gerada pelo mercado financeiro, porque o modelo econômico brasileiro, de forma nenhuma, permitiria que esses fatos tivessem ocorrido, com o dólar chegando a R$ 4,00?, explicou Sílvio Costa, ao acreditar agora numa calmaria no mercado, que parece acreditar no presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o economista, o fim da fase especulativa será uma conseqüência da falta de desculpas do mercado financeiro para voltar a atuar como antes. Esses fatos ocorridos permitiram uma inflação inercial, com conseqüências no preço final de produtos.