app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5756
Economia

Brasil � l�der mundial em crimes virtuais

O Brasil conquistou o título de maior laboratório do “cibercrime” em todo o mundo, segundo um levantamento feito pela mi2g. Os criminosos digitais brasileiros agem em campos diversos, como roubo de identidade, fraudes de cartão de crédito, violação de pro

Por | Edição do dia 20/11/2002 - Matéria atualizada em 20/11/2002 às 00h00

O Brasil conquistou o título de maior laboratório do “cibercrime” em todo o mundo, segundo um levantamento feito pela mi2g. Os criminosos digitais brasileiros agem em campos diversos, como roubo de identidade, fraudes de cartão de crédito, violação de propriedade intelectual e protestos políticos. De acordo com a empresa  norte-americana de segurança da  informação, a cópia de software e  dados protegidos por direitos autorais e pirataria, bem como o  vandalismo on-line, são alguns  dos métodos ilícitos cada vez mais adotados por hackers brasileiros. Outro recorde alcançado pelos piratas do Brasil foi o número  de grupos de hackers na lista TOP 10, dos “dez mais ativos”. O Brasil  ocupa todas as posições – sim, os  dez grupos hackers que mais atuaram durante o mês de novembro  de 2002 são brasileiros. Desses, os  cinco mais ativos são BYS (Breaking Your Security), Ir4dex, Endiabrad0s, Virtual Hell e rya (Rooting Your Admin). Proliferação A proliferação de ferramentas gratuitas para ataques, as poucas leis para a prevenção dos crimes digitais e o crescente índice de grupos organizados para explorar oportunidades para o “cibercrime” são as principais causas apontadas pelo estudo para o aumento dessas ações na internet. “Desde 1995, foram poucas as vezes que um único país dominou a atividade criminal no ciberespaço como o Brasil fez agora. A atividade hacker no Brasil em 2002 custou bilhões de dólares aos países do G-8 (as oito nações mais ricas do mundo – EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia)”, disse DK Matai, presidente da mi2g. Para ele, “agora trata-se de uma questão mundial. Os países do G-8 terão que pressionar as autoridades brasileiras para tomarem as medidas apropriadas para impedir ou reduzir essa exportação ilícita”. As cinco principais vítimas dos ataques digitais detectados em 2002 até agora são os EUA (24.611), o Brasil (4.874), Reino Unido (4.735), Alemanha (4.474) e a Itália (2.565). Segundo a mi2g, os grupos que mais atacaram sistemas instalados nos EUA também foram os brasileiros – Endiabrad0s (398), Ir4dex (378) e Virtual Hell (351).

Mais matérias
desta edição