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Nº 5749
Economia

D�lar fecha em R$ 3,51 e risco-pa�s cai para 1.599 pontos

O dólar comercial voltou a fechar em queda nesta quarta-feira com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de elevar em um ponto percentual a taxa referencial de juros do mercado, a Selic. Ontem a moeda encerrou o dia cotada a R

Por | Edição do dia 21/11/2002 - Matéria atualizada em 21/11/2002 às 00h00

O dólar comercial voltou a fechar em queda nesta quarta-feira com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de elevar em um ponto percentual a taxa referencial de juros do mercado, a Selic. Ontem a moeda encerrou o dia cotada a R$ 3,515 para venda e R$ 3,51 para compra, 1,54% mais barata do que terça-feira e no menor valor desde 11 de novembro, quando fechou a R$ 3,512. A decisão do Copom ficou em linha com a expectativa da maior parte do mercado, já que havia consenso de que a pressão sobre a inflação venha do câmbio, e não de uma demanda forte que precise ser contida por juros ainda mais altos. Mesmo assim, operadores acreditam que a elevação, de efeito psicológico, reforça o compromisso do governo com o controle de preços. A moeda operou em baixa durante todo o dia, e na sua cotação mínima, chegou a ser vendida por R$ 3,484, graças aos comentários positivos do FMI (Fundo Monetário internacional) sobre a política econômica do governo eleito e o fim da pressão de uma dívida cambial de US$ 2,5 bilhões, liquidada ontem. Entretanto, a cotação não resiste abaixo de R$ 3,50. Toda vez que ela atinge esse valor, os investidores imediatamente retornam ao mercado para comprar dólares por considerarem que o preço está “baixo”. Analistas acreditam que, enquanto o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não anunciar sua equipe de governo, a moeda não deve se sustentar abaixo desse patamar. Risco-Brasil O risco-país brasileiro cedeu ontem do patamar dos 1.600 pontos pela primeira vez desde 19 de julho, quando fechou a 1.550 pontos. O indicador fechou a 1.599 pontos, em queda de 1,7%. Na mínima do dia, chegou a 1.583 pontos. Segundo analistas, há uma melhora generalizada do humor dos investidores internacionais em relação à economia brasileira e à transição presidencial no país, sedimentada com a declaração de ontem do chefe da missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) no país, Jorge Marquez-Ruarte, de que a política econômica proposta pelo novo governo é ‘’prudente e adequada’’. O Brasil tem hoje o quinto maior risco-país do mundo, atrás de Argentina, Nigéria, Uruguai e Equador.

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