Economia
AL ganha novas rotas para o consumo
Na geografia comercial de Maceió, a novidade está nos bairros da parte alta em que a ligeira ampliação do número de unidades residenciais, associada ao crescimento da renda média do alagoano, explica a expansão de negócios diversos, dentre os quais shopping center, supermercados, restaurantes, revendedoras de automóveis, faculdades, clínicas médicas e agências bancárias também. Os bairros da orla marítima, entre Pajuçara e Cruz das Almas, cresceram nos anos 1970 e 2000, apresentando, atualmente, aspectos de estabilidade quanto ao crescimento comercial, apesar da renda média ou alta de seus milhares de moradores e do aproveitamento de sua última fronteira, que é o Litoral Norte, onde está sendo edificado o terceiro shopping da capital. ?A novidade é a parte alta, tanto a que fica próxima do eixo Fernandes Lima, como a do eixo Via Expressa, com sua dinâmica mais forte que a média, com uma evidente capacidade de atração para novos negócios?, explica Cícero Péricles, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e conhecido estudioso da dinâmica comercial alagoana. DEMANDA A demanda reprimida pelos produtos básicos (alimentos, vestimenta, calçados, material de construção) também explica o crescimento do comércio da parte alta. Eis a razão pela qual os grupos Gbarbosa e Bompreço inauguraram lojas nos bairros de Santa Amélia e Antares, respectivamente, focando o bolso dos consumidores emergentes.