Economia
D�lar afeta pre�os e infla��o chega a 3,86%
A alta do dólar estourou no bolso do consumidor. A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) subiu para 3,86% na segunda prévia de novembro. Os dados foram divulgados ontem a tarde pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Na segunda prévia de outubro, o índice havia ficado em 2,81%. Em outubro, a inflação medida pelo índice teve a maior alta do Plano Real ao bater 3,87% no mês. No ano, o IGP-M já acumula alta de 19,26%, enquanto nos últimos 12 meses, a inflação é de 19,52%. Todos os índices que compõem o IGP-M apresentaram alta. Os preços medidos pelo IPA (Índice de Preços no Atacado) tiveram variação de 4,97%, contra 4,04% na segunda prévia de outubro. O IPA foi o primeiro índice a refletir a alta do dólar, e mesmo com o recuo da moeda, continua subindo. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) passou de 0,66% na segunda prévia de outubro para 2,07%, um sinal de que a variação cambial já bateu no bolso do consumidor. O INCC (construção civil) passou de 0,77% na segunda prévia de outubro para 1,36%. O IGP-M tem 60% de seu peso concentrado nos preços ao atacado (IPA). Outros 30% são referentes aos preços ao consumidor (IPC) e os 10% restantes aos custos da construção civil (INCC). Câmbio Após muito sobe-e-desce e de um leve nervosismo no mercado com declarações do senador eleito pelo PT Aloizio Mercadante, o dólar acabou fechando em leve alta de 0,28%, a R$ 3,525 para venda e R$ 3,52 para compra. Segundo analistas, o número de negócios nos últimos dias já era bastante baixo e ontem, sem notícias de peso, diminuiu mais ainda, aumentando a volatilidade da cotação já que com menos negócios cada operação adquire maior peso. Bolsa A Bolsa subiu ontem com algum sinal do investidor estrangeiro e o bom desempenho de Wall Street. O Ibovespa fechou em alta de 2%, para 10.289 pontos, e o giro financeiro somou R$ 564 milhões.