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Renda cresce em Alagoas, mas n�o muda realidade

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Desde 2001, o Brasil vem conseguindo bons resultados socioeconômicos, ao ponto de alcançar o índice de alto desenvolvimento humano no último balanço do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2012, o País atingiu o menor nível de desigualdade desde 1960, apesar da crise na Europa. O índice de Gini ? que mede a desigualdade e varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de zero, menos desigual) ? está hoje em 0,498, contra 0,510 em 2011. O Nordeste, região mais pobre, também se beneficia dessa onda de crescimento e apresenta resultados positivos na economia e nos seus indicadores sociais maiores que a média nacional. Em Alagoas, entretanto, esse crescimento se dá de forma bem mais lenta. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) referente a 2012, divulgada pelo IBGE na semana passada, ilustra a realidade já conhecida dos alagoanos. Os dados mostram que a renda da população cresceu, mas esse fato não foi suficiente para mudar a realidade do estado. POBRE E DESIGUAL Alagoas continua amargando as últimas colocações em relação a indicadores sociais, sintetizados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e ainda registra uma grande concentração de renda. Paradoxalmente, o índice de Gini em Alagoas vem caindo nos últimos anos ? em 2011 foi de 0,478 e no ano passado, 0,462.

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