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Empresa deve fugir de clich� no ramo religioso

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São Paulo ? Pouco depois de se tornar membro de uma igreja evangélica, Adriano Carapiá, 40, virou também empresário. Ele frequenta a igreja Metodista Wesleyana e é dono de uma livraria especializada em itens religiosos. No ano passado, passou a vender também roupas pela internet no site Camisa Gospel. Como atrativo, Carapiá oferece modelos que misturam ícones da cultura pop e mensagens bíblicas. Em sua loja, a sigla UFC, relacionada às lutas de artes marciais mistas, vira ?único foco é Cristo?. ?Nosso meio de divulgação das camisas é a participação em congressos e encontros. Estamos negociando parcerias com cantores, para vender camisetas exclusivas deles em nosso site e patrocinar shows?, afirma. Empresas como a de Carapiá mostram que nichos de mercado criados por fiéis de diferentes religiões buscam itens específicos para seu consumo e geram oportunidades de negócios. Segundo o diretor acadêmico da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Ismael Rocha, não é necessário compartilhar as crenças dos clientes para empreender no setor, apesar de, atualmente, a maior parte dos negócios nascerem por iniciativa dos fiéis.

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