Economia
Passagens: empres�rios do setor n�o falam sobre aumento
FÁBIA ASSUMPÇÃO Sindicatos de transporte de passageiros de diversas capitais brasileiras estão pressionando as prefeituras a conceder reajuste nas tarifas dos ônibus urbanos, como forma de compensar os constantes reajustes de preços de insumos que incidem diretamente nos custos de transporte coletivo. Um dos itens que mais têm pesado nesses é o preço do litro do óleo diesel que sofreu inúmeros reajustes nos últimos meses. Em Maceió, o último reajuste de passagem foi concedido em julho de 2001, fixado em R$ 1,00. Na maioria das capitais brasileiras, a passagem ultrapassa a R$ 1,05. Os empresários de transporte da cidade, até agora, não se pronunciaram sobre um novo reajuste para as passagens. O Conselho Municipal de Transporte se reúne na próxima terça-feira, mas o assessor especial de Trânsito da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), José Moura do Amaral Filho, garante que na pauta não consta a discussão sobre o reajuste de passagens. ?A determinação da prefeita Kátia Born é que não haverá nenhum reajuste das passagens até o dia 31 de dezembro, depois dessa data não sabemos o que vai ocorrer?, afirmou. Moura reconhece que os empresários do setor de transporte sempre reivindicam reajuste de passagens, salientando que o custo da planilha de operação dos ônibus depende de uma série de componentes, que não se refere unicamente aos combustíveis. Para ele, uma das questões importantes em relação ao impacto no custo final das passagens é reduzir a evasão de receita das empresas de transporte, principalmente pelo alto índice de gratuidade. ?A SMTT vem tomando algumas posições nesse sentido, como realizar periodicamente o recadastramento de carteiras especiais, como as de portadores físicos?. Estão isentos de pagar passagens idosos com mais de 65 anos, ex-combatentes, deficientes físicos, carteiros, policiais militares e civis. Além disso, alguns passageiros acabam circulando de graça até por falta de troco nos ônibus. Já os estudantes têm direito a meia passagem, desde o Ensino Fundamental ao ensino superior. A demanda de passagens estudantis representa hoje 15,30% dos passageiros de ônibus em Maceió. Atualmente, Maceió conta com uma frota de 619, sendo que 500 em operação, com média de uso de 4,52 anos. São transportados em média, por mês, 9 milhões de passageiros, e o custo por quilômetro é calculado em torno de R$ 1,72.