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Economia

Comerciante se lembra dos bons tempos

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O pai de Silvânio, Sebastião Amaro da Silva, batalha há 40 anos no comércio de Atalaia, cidade com um histórico constante de apogeu e crise, marcada pelo fechamento de indústrias, como a antiga Usina Brasileiro, Cerâmica Porangaba, as fábricas Couropel (de curtume), Comesa, do Grupo Gerdau (aço), e Usina Ouricuri. Com os produtos encalhados na loja, Sebastião lembra das ?vacas gordas? com brilho nos olhos. ?A Atalaia dos tempos antigos foi boa, agora está quebrada?, suspira. A loja de departamento que fazia as compras entre agosto e novembro, este ano parou de comprar em setembro. O último Dia das Crianças foi uma negação. ?A gente, praticamente, não fez compra de brinquedo. Pegou o estoque do ano passado, uns velocípedes, mas encalhou de novo. Supérfluo e miudezas, ninguém compra?, relata Silvânio. ?Quando o meu filho voltava das compras, em São Paulo, acontecia da gente ter apurado R$ 20 mil até R$ 25 mil em dinheiro, numa semana. Este ano, não dá R$ 2 mil, R$ 3 mil?, completa o pai, Sebastião.

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