Economia
Alta pesa no bolso do alagoano
A notícia do aumento nos preços da gasolina e do óleo diesel, oficialmente de 4% e 8%, respectivamente, afeta toda a cadeia produtiva e deve contribuir para a elevação dos preços, principalmente dos produtos dependentes do transporte para chegar às casas dos consumidores alagoanos, caso dos gêneros alimentícios. ?O aumento só não foi maior porque a Petrobras tem contado com ajuda oficial para manter o preço abaixo dos seus custos de importação de gasolina e diesel?, avalia Carlos Toledo, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Alagoas. Os mais de 600 mil proprietários de automóveis em circulação nas Alagoas já sentem o efeito imediato da elevação, mas com um ingrediente indigesto: a gasolina, por exemplo, está sendo comercializada com ajuste 100% superior ao sugerido pela estatal. Na maioria dos 522 postos de combustíveis espalhados pelo território alagoano (148 dos quais em Maceió), o litro sofreu acréscimo de 10% e beira os R$ 3,00, penalizando o bolso de quem depende do transporte para se deslocar diariamente. Carlos explicou que o valor do ajuste sofre variação de estado para estado por causa do custo da distribuidora, que leva em consideração o pagamento de impostos como ICMS, PIS/Cofins, além de incluir despesas com frete para entrega do produto. O litro da gasolina, em Alagoas, tem saído da distribuidora por R$ 2,55, sendo revendido entre R$ 2,90 a R$ 3,00, nos postos. O acréscimo de R$ 0,45 centavos, explica o líder dos revendedores, cobre custos operacionais e garante lucratividade.