Economia
FGV prev� cen�rio econ�mico dif�cil no pr�ximo ano
Rio ? Depois de um ano de crescimento baixo, deterioração da política fiscal, elevação dos juros e superávit primário reduzido, 2014 não trará muito alívio. O ano que vem já terá muito do que, até agora, era temido para 2015. Segundo as projeções da Fundação Getulio Vargas (FGV), a dívida líquida do setor público vai aumentar no próximo ano, embora uma revisão parcial das atuais desonerações contribua para elevar a arrecadação. Além disso, a inflação dificilmente fechará em patamar inferior ao deste ano, uma vez que os preços administrados voltarão a acelerar, e o Produto Interno Bruto (PIB) vai expandir apenas 1,8%. O cenário estimado pelos economistas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) foi apresentado na semana passada no Seminário de Análise Conjuntural. ?O governo central tem mostrado piora no cumprimento da meta fiscal, assim como os governos regionais, e não dá para contar com as estatais?, avaliou a pesquisadora Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre. Segundo ela, essa deterioração contribui para a elevação da dívida líquida do País, enquanto os juros mais elevados encarecem o custo dessa dívida.