Economia
Responsabilidade compartilhada � o ideal
Alguns resíduos já eram disciplinados antes da lei, como no caso de óleo lubrificante, pneu, baterias, papel eletrodomésticos e agrotóxicos. ?Os agricultores têm que retornar para o vendedor a embalagem de plástico contaminado?. E fica tudo bem amarrado com a responsabilidade compartilhada, tanto de quem faz a extração ou trabalha a matéria-prima, como do transformador, vendedor, consumidor, pessoas físicas, jurídicas e poder público. ?Com isso, ninguém pode mais lavar as mãos e delegar culpa?. Um exemplo é a cadeia da construção civil, que deve guardar materiais como plástico, madeira, gesso, tintas e solventes, já que não é responsável pelo início ou fim da produção. ?Mas ele não pode se eximir, tem que fazer a gestão do todo?, lembra Karla. As indústrias e grandes empresas têm mais estrutura para se adequar, mas o microempresário precisa conhecer a lei e buscar meios para se inserir nela. Dependendo do tipo de resíduo, ele pode cuidar diretamente da logística reversa ou se inserir em alguma que já exista na região. ?O Sebrae procura encontrar com o microempresário essa viabilidade econômica, com gestão de redução de custo, que se traduz em lucro?.