Economia
Custo para emitir d�vida sobe mais do que Selic
São Paulo, SP ? O custo do Tesouro Nacional para vender papéis prefixados, desde o começo do ano até agora, aumentou muito mais do que o aperto monetário computado pela Selic nesse período. E dois motivos, em especial, permeiam esse cenário: o avanço dos juros dos Treasuries e, principalmente, a desconfiança em relação à política fiscal do Brasil, que trouxe consigo o risco de rebaixamento do rating do País em um horizonte próximo. No primeiro leilão de títulos prefixados de 2013, em 3 de janeiro, o lote de 1 milhão de Letras do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em 1/4/2015 teve uma taxa média de 7,8861%. No último dia 5 de dezembro, a LTN para 1/7/2015 foi vendida com um retorno médio de 11,5531%. A diferença é de 3,667 pontos porcentuais. No mesmo período, a Selic subiu 2,75 pontos porcentuais. No caso dos papéis mais longos, onde os prêmios de risco são estampados de forma mais clara, o diferencial é ainda maior. A Nota do Tesouro Nacional - série F (NTN-F) para 1/1/2023 foi vendida com taxa média de 9,1265% no dia 3 de janeiro deste ano. Em 5 de dezembro, a taxa média do título com o mesmo vencimento ficou em 13,1849%. São nada menos do que 4,0584 pontos porcentuais de diferença entre um leilão e outro.