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BID confirma a libera��o de US$ 12 bi para futuro governo

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O presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Enrique Iglesias, afirmou ontem que vai liberar mais US$ 6 bilhões ao Brasil. O banco já havia autorizado a liberação de outros US$ 6 bilhões para o país, totalizando, portanto, o montante de US$ 12 bilhões para o financiamento de programas sociais nos próximos anos. A liberação de mais recursos já foi anunciada por Iglesias ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que viajou para a Argentina. Segundo Iglesias, os programas sociais do novo governo coincidem com as preocupações do BID no combate da pobreza e erradicação da fome. Iglesias, no entanto, afirmou que não basta a ajuda do Estado para acabar com esses problemas por meio de políticas públicas. Ele afirmou que a iniciativa privada, por meio do voluntariado e da responsabilidade social, também deve se comprometer com o combate à fome e à pobreza. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que serão necessários mais do que os US$ 12 bilhões do BID para acabar com esses problemas no país. ?Esse dinheiro é importante para dar impulso à erradicação da fome e combate à pobreza. Mas vamos precisar de um valor ainda mais significativo para assegurar a todos os direitos à cidadania??, disse Suplicy. Iglesias e Suplicy falaram durante o ??4º Encontro Internacional do Combate à Pobreza, em São Paulo. Prioridade O economista e sociólogo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Bernardo Kilksberg, defendeu ontem a adoção de políticas sociais eficientes para promover o crescimento econômico dos países da América Latina. Segundo ele, não é possível haver crescimento da economia sem investimentos em políticas sociais como educação, saúde e combate à fome. Na sua opinião, o programa ??Fome Zero??, considerado a prioridade do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, é mais do que prioritário, é uma questão de ética. ??Antes da aplicação dos programas de saúde e de educação, é preciso combater a fome, pois com fome, uma criança não tem saúde nem acesso à educação.?? Dados divulgados ontem por Kilksberg mostram que 50% da população da América Latina está na linha de pobreza, e 20% desse total, na pobreza extrema, ou seja, destina tudo que ganha para compra de alimentos. Segundo o sociólogo do BID, os países da América Latina precisam criar políticas de seguridade alimentar para proteger a população de variações econômicas como a inflação e a alta do preço dos alimentos, que podem agravar o problema da fome.

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