Economia
Distribuidoras de energia acumulam preju�zos
São Paulo ? Chuvas fracas deixaram de ser um risco automático de racionamento de energia elétrica. No entanto, trazem prejuízos na certa. Quanto menor for a quantidade de água que cai do céu, maior será o número de usinas térmicas ligadas ? e também maior será o preço da energia elétrica. Pela avaliação da Abradee, a entidade que representa as distribuidoras, o preço médio da energia deve fechar o mês em R$ 400 o megawatt-hora (MWh) no chamado mercado à vista (onde o valor oscila de acordo com a oferta e a demanda). É praticamente o mesmo patamar registrado em janeiro de 2013, considerado insustentável para as empresas do setor. Além de arcar com o custo adicional das térmicas, parte das distribuidoras também está comprando energia no mercado à vista. O problema ocorreu no ano passado e levou o governo a socorrer as empresas do setor. No entanto, a questão não foi resolvida e permanece em 2014. Por causa da repetição do cenário, Marco Antônio de Paiva Delgado, diretor da Abradee, estima que o custo adicional das distribuidoras em janeiro deve ser muito semelhante ao registrado no ano passado. ?O preço no mercado à vista já está perto de R$ 500 e o valor na média do mês de janeiro deve ficar próximo de R$400: é um custo adicional extraordinário incompatível com a geração de caixa das distribuidores?, diz Delgado. Na avaliação do executivo, o custo total para o setor no mês deve ficar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão, valor bem próximo ao registrado em janeiro do ano passado. Para o ano, a previsão é que os gastos adicionais cheguem a R$ 9 bilhões.