Economia
Queda de volume � reflexo de estiagem
A queda na produção e nas exportações de álcool e açúcar verificadas na balança comercial alagoana também são reflexo, na avaliação do professor Cícero Péricles, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), dos prejuízos provocados pela estiagem entre 2010 e 2013. ?Muitos destes entraves não foram superados ainda?, observa. O professor aponta outros dois fatores para explicar o ?resultado menor? nas exportações de 2013: problemas administrativos e financeiros em algumas das usinas alagoanas, dentre as quais aquelas pertencentes a um importante grupo industrial que ainda não conseguiu retomar o funcionamento de uma de suas três unidades. O doutor em economia explica ainda que açúcar e álcool têm mercados instáveis e seus preços são calculados de acordo com o mercado mundial. Ou seja: os produtores locais dependem dos estoques e da demanda dos países compradores para obter maior ou menor lucratividade. ?No período de 2002 a 2011, Alagoas teve exportações crescentes e, em 2011, aproveitou os melhores preços e maior demanda e exportou US$ 1,3 bilhão de dólares em açúcar e álcool, quase o dobro de 2013?, explicou à Gazeta, em entrevista realizada na quinta-feira.