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Pre�o alto inviabiliza uso de etanol

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O preço médio de R$ 2,60 cobrado pelo litro de álcool nos postos de combustíveis da capital não apenas inviabiliza sua compra pelos proprietários de carros flex como também explica por que o volume de etanol comercializado no estado não passa dos 10%, na comparação com a gasolina. Três anos atrás, o produto extraído da cana-de-açúcar, encontrada em abundância em diversas regiões do estado, havia demanda muito maior pelo produto. ?Metade do combustível comprado pelos donos de veículos de passeio era álcool?, observa o empresário Carlos Henrique Toledo. Atual presidente da Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Alagoas, Toledo explica que o combustível deixou de ser competitivo quando a Petrobras, estatal que gerencia a venda de combustíveis no Brasil, interveio e passou a subsidiar a venda da gasolina. ?Quando decidiu comprar gasolina cara e vendê-la mais barata, numa tentativa de controlar a inflação, a Petrobras também prejudicou a produção e a venda de álcool porque ficou mais atrativo ao consumidor abastecer seu veículo com gasolina?, completou o empresário. Resultado: a demanda pelo combustível, até então produzido e exportado em abundância pelas usinas alagoanas, despencou drasticamente porque o consumidor, beneficiado pelo governo federal, apostou na compra da gasolina importada e subsidiada pela União.

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