Economia
Custo de vida sobe 3,2% em novembro, diz Dieese
São Paulo - O ICV (Índice do Custo de Vida) do município de São Paulo teve alta de 3,20% em novembro, segundo informações do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). Essa é a terceira maior taxa desde o início do plano Real, inferior apenas aos índices de julho de 1994 (4,52%) e março de 1995 (3,24%). Em relação a outubro, quando a taxa ficou em 1,13%, a diferença chega a 2,07 pontos percentuais. No ano, até novembro, o ICV acumula alta de 10,29%. Em 12 meses, o aumento é de 10,12%. Alimentação, transporte e habitação foram os grupos que mais contribuíram com o aumento do custo de vida em novembro. Os preços dos alimentos subiram 6,56%, os transportes tiveram alta de 6,54% e os custos com habitação subiram 0,69%. Segundo o Dieese, essas altas ocorreram não apenas pelas fortes variações dos preços mas também pela combinação da alta com o peso que esses grupos têm no orçamento doméstico. Apenas o grupo despesas diversas (gastos com animais e comunicação, por exemplo) apresentou retração no mês, de 1,24%. Os demais grupos tiveram as seguintes variações positivas: equipamento doméstico (2,71%), saúde (0,83%), vestuário (0,69%), educação e leitura (0,33%), recreação (1,43%) e despesas pessoais (0,25%). De acordo com o Dieese, somente alimentação e transportes foram responsáveis por um impacto de 2,72 pontos percentuais na inflação de 3,20% registrada em novembro. Na alimentação, os maiores aumentos ocorreram entre os produtos in natura e semi-elaborados (8,23%) e industrializados (6,86%). No caso dos in natura e semi-elaborados, os destaques foram frutas (13,44%), aves e ovos (12,61%), legumes (11,71%), carnes (8,03%), hortaliças (8,52%), e grãos (10,94%), com destaque para o arroz (15,82%). Entre os produtos industrializados, as taxas mais significativas foram verificadas nos itens relacionados ao câmbio ou ao mercado externo. Alguns destaques são o açúcar (47,31%), pão francês (9,13%) e farinha de trigo (19,51%). O aumento dos preços no grupo transportes ocorreu, basicamente, devido à pressão dos reajustes nos combustíveis: gasolina (10,01%), álcool (28,10%), diesel (14,94%). Pesou também o reajuste de peças de veículos (10,17%).