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Comerciantes repassam alta aos consumidores

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Madalena Mota da Silva, feirante no mercado da produção da capital alagoana há duas décadas, não teve alternativa senão repassar à freguesia a elevação dos preços cobrados pelos seus fornecedores de coentro, pimentão, tomate, cebola e batatinha. Um ano atrás, ela vendia pimentão (unidade) por R$ 0,25 e tomate por R$ 1,00. Hoje, repassa os dois produtos por 0,50 e R$ 1,50, respectivamente. O quilo da cebola que saía por R$ 2,00 custa R$ 4,00. A batatinha de R$ 2,00 custa R$ 4,00 também. ?O coentro vem de Arapiraca, mas está caro. Outros produtos foram colhidos em outras regiões. Aí, a gente paga o custo do frete e repassa ao consumidor?, explica, acrescentando que o ?verão chuvoso? explica por que os preços ainda estão ?acessíveis?. Apesar da elevação dos valores, ela cobra bem abaixo dos valores praticados pelos supermercados. Exemplo: a batata que ela vende por R$ 4,00 supera os R$ 5,00 em estabelecimentos mais requintados. Em média, ela investe R$ 500,00 por dia na aquisição dos gêneros alimentícios demandados pelos seus 50 fregueses, alguns dos quais empreendedores do ramo alimentício. Quase sempre, lucra. Mas já lucrou muito mais. ?É que o apurado caiu um pouco?, confessa a comerciante. A pequena queda do apurado, explica Madalena, facilita a vida de quem só compra produtos com desconto. ?Quando não consigo vender no dia, reduzo em 50% e repasso tudo no dia seguinte?, explica, mostrando o molho de coentro. ?Hoje, vendo por R$ 0,50. Amanhã, repasso por R$ 0,25?, explica.

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