Economia
Consumidores pesquisam pre�os
A aposentada Francisca Maria da Silva Castro, 56, e sua filha Dayanne de Castro Silva, 25, esforçam-se bastante para equilibrar receita e despesa com alimentação quando vão ao maior supermercado do bairro da Cambona, em Maceió, comprar os alimentos de que a família precisa para se manter. ?A gente compra sempre menos alimentação com o dinheiro disponível para fazer a feira?, avisa a aposentada, vítima do processo de corrosão do poder de compra do salário. ?Com os R$ 500,00 do mês passado já não compro a mesma alimentação este mês?, reconhece. A pesquisa de preços é a alternativa encontrada pelas duas para não gastar acima do possível. ?Dá um pouco de trabalho fazer pesquisa, mas não temos escolha senão selecionar sempre itens mais baratos?, afirma Dayanne. Mãe e filha tentam não gastar mais do que o disponível. Eis a razão pela qual não utilizam cartão de crédito quando vão ao supermercado. ?Com cartão, a gente sempre comprava além das nossas necessidades. Se saio com R$ 500,00, uso apenas R$ 500,00?, diz Francisca. O equilíbrio entre receita e despesa permite à família, eventualmente, incluir nas compras produtos cujos preços estão muito acima dos valores praticados um ano atrás, dentre os quais frutas, verduras e derivados de leite, itens cujo consumo está racionado na casa da aposentada. Motivo: preços nada atraentes.