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Infla��o chega a 3,02%, a segunda maior do real

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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apontou inflação de 3,02% em novembro, a maior taxa desde julho de 94, quando os preços haviam avançado 6,84%. O índice de novembro representa a segunda maior variação mensal desde o início do plano Real. Além disso, nos 11 primeiros meses do ano o IPCA já soma dois dígitos, acumulando alta de 10,22%. A meta do governo era de que o índice apontasse inflação de 4% em todo o ano de 2002, com tolerância para até 6,5%. O IPCA de novembro também mostra a aceleração da inflação. Em outubro, o IPCA havia sido de 1,32%, menos que a metade do índice de novembro. Mais uma vez, o impacto da valorização do dólar sobre o preço dos alimentos puxou a alta. Os alimentos tiveram variação positiva de 5,85% em novembro, com destaque para o açúcar refinado (que subiu 49,60%) e o açúcar cristal (alta de 33,55%). Também tiveram aumento os preços da farinha de trigo (que subiu 15,17%), farinha de mandioca (14,51%), arroz (13,08%), ovos (12,06%), macarrão (9,90%) e pão francês (7,23%). Os reajustes da Petrobras também tiveram impacto representativo no índice. As principais altas foram do álcool combustível (26,35%), o gás de cozinha (12,43%), a gasolina (10,53%), o óleo diesel (14,63%) e o ônibus urbano (1,94%). Já a energia elétrica avançou 1,72%, devido ao aumento de tarifas no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. Inflação oficial O IPCA é o índice oficial do governo utilizado como parâmetro para as metas de inflação. É calculado pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) em nove regiões metropolitanas e nas cidades de Goiânia e Brasília. O índice se refere à variação de preços referente a produtos e serviços usualmente consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. Outros índices de inflação divulgados nas últimas semanas também apontam taxas recordes. O IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), ficou em 5,19% em novembro, maior taxa desde agosto de 94. Esse índice mede a variação de preços no atacado, na construção civil e ao consumidor. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontou inflação de 2,65% no município de São Paulo em novembro, maior taxa mensal desde julho de 1995, quando atingiu 3,72%. Na quinta-feira, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) divulgou o ICV (Índice do Custo de Vida) do município de São Paulo de novembro, que apontou taxa de 3,20%, a terceira maior do Plano Real. Em todos os índices, a alta tem sido puxada, principalmente, pelos alimentos, que refletem, além da variação cambial, a alta de alguns produtos no mercado externo e a redução de oferta internamente devido às exportações.

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