Economia
Reajustes seguem at� o Natal
Novas pressões da indústria por reajustes devem empurrar as negociações em torno dos aumentos para até nas vésperas do Natal. As conversas entre varejistas da área eletrônica, de alimentos e fabricantes, continuam a todo o vapor. Depois do açúcar e do arroz, há solicitações de reajustes, por exemplo, no preço do café - produto que já aumentou 9,05% só em novembro. Além disso, fabricantes de bens duráveis (TV e videocassete), que pediram em junho aumento de até 30%, só repassaram 10% às lojas. E querem o restante. ?Os pedidos para aumentos continuam e isso chegará ao consumidor. O estoque com preço antigo acabou e, no Natal, só teremos estoque novo nas prateleiras?, diz Valdemir Coleone, superintendente das Lojas Cem. Nesse caso, a razão continua sendo a forte pressão do dólar nos custos das empresas. As companhias importam componentes eletrônicos da Ásia e EUA, portanto, precisam pagar os carregamentos em dólar, e com a cotação do dia. Há poucos fabricantes nacionais de insumos neste setor. No caso do café, a situação é um pouco diferente. O produto já subiu 9% em novembro nas lojas. Os fabricantes repassaram, em outubro e novembro, 38% de reajuste, aceito pelo varejo, segundo a Folha de S. Paulo apurou. E ainda solicitaram mais 10% de aumento para meados deste mês. Com isso, é certo que o consumidor vai continuar pagando caro pelo café por meses seguidos. Isso porque o varejo deve repassar os aumentos aos poucos. A razão para isso é que houve quebra de safra no exterior e o café nacional foi parar lá fora. O país deve bater recorde nas exportações neste ano - 27 milhões de sacas. Com o dólar subindo, exportar vira um ótimo negócio.