Economia
Bares e restaurantes trocam card�pios por aplicativos
São Paulo, SP ? No bar Adventure, em São Paulo, a maioria dos clientes não pede a comida ao garçom. Eles pegam o celular, abrem o cardápio em um aplicativo e fazem o pedido. Segundo o proprietário do estabelecimento, Messias Oliveira, 46, 80% dos clientes usam o app, chamado Tabber, que precisa ser baixado pelo consumidor. Outros tipos de sistemas como esse estão sendo lançados por start-ups (empresas iniciantes de tecnologia). A promessa é facilitar a vida de turistas, agilizar o atendimento e reduzir custos com impressão. O MyChoice, por exemplo, oferece menus virtuais em diferentes idiomas cobrando cerca de R$ 250 cada um. ?É comum o estrangeiro passar por frustração e constrangimento. Tem de fazer mímica, gesticular, ouvir conselho de um colega que diz para ele comer algo que ele não queria?, afirma João Felippe Barbosa, 43, sócio da companhia. As formas de usar os cardápios digitais e os planos para contratação são variados. Pode-se alugar tablets com programas instalados, colocar QR Codes no restaurante (espécie de código de barras que pode ser lido pela câmera do celular) e dar acesso ao conteúdo. O desafio para que a tendência se fortaleça, segundo criadores de apps, é convencer donos de restaurantes de que a tecnologia é confiável. ?Existe uma resistência dos restaurantes a instalar os cardápios. O problema não é o preço, mas, sim, o medo de não dar certo e ele perder clientes?, diz Marco Abrahão, 31, sócio da Orange Trade, responsável pelo sistema eMenu. Ele conta que, até agora, 19 estabelecimentos usam a ferramenta.