Economia
Ag�ncia diz ter olhado para sinais de deteriora��o
Nova York ? A Standard & Poor?s (S&P) não espera grandes ajustes na política fiscal brasileira, mesmo após as eleições presidenciais de outubro, segundo a diretora responsável por Brasil na S&P, Lisa Schineller. A afirmação foi feita em uma teleconferência com analistas. A deterioração de indicadores fiscais, incluindo o aumento do deficit público, foi um dos fatores que levaram a agência de classificação de risco a colocar a nota brasileira em perspectiva negativa em junho do ano passado, frisou Lisa. Desde então, essa tendência não mudou muito e não dá sinais de que terá uma guinada. A S&P espera algum ajuste fiscal em 2015, mas Lisa destacou que tem ocorrido enfraquecimento da condução da política fiscal em Brasília e a perspectiva é de que vá continuar assim. Ela frisou que há um menor grau de transparência na execução da política fiscal. O governo brasileiro, reforçou, precisa se comprometer com políticas mais pragmáticas. A falta de políticas assim, aliada a uma deterioração clara de indicadores fiscais e externos levaria a um novo rebaixamento da nota soberana do País. A diretora destacou que a S&P está confortável com a classificação do País na última escala de grau de investimento e que os indicadores e a política econômica de Dilma Rousseff são consistentes com o rating neste nível. Por esse motivo, a perspectiva da nota é ?estável?.