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Economia

Secret�ria culpa professores e familiares por resultados ruins

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Um líder absoluto nos indicadores negativos da Educação do Brasil. Para além dos problemas novos que surgem a cada dia, dos pequenos e grandes escândalos na gestão dessa área fundamental para mudar todos os outros desastrosos índices socioeconômicos do estado mais pobre do País, Alagoas segue, há décadas, impassível como o pior lugar para se educar crianças e jovens que dependem da rede pública de ensino. Os números desconstroem qualquer ?caso de sucesso? isolado que se tenha em solo alagoano e descortinam o que os discursos políticos tentam esconder: aqui está o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do País em todos os níveis de ensino; o maior número de analfabetos com 21,8% dos habitantes acima dos 15 anos sem saber ler ou escrever; a maior evasão escolar e os jovens com pior desempenho em matemática, ciências e leitura. Quais os motivos desse quadro trágico e o que impede uma mínima mudança? Por que essas crianças e jovens não conseguem aprender o básico e fogem das escolas para o trabalho infantil e para as drogas? À frente da pasta há cerca de seis meses, a secretária Estadual de Educação e Esporte, Josicleide Moura, responde aos questionamentos de forma surpreendente e simplista. Para ela, que faz questão de ressaltar que os piores indicadores de Alagoas estão nas escolas municipais interior afora, a inexistência de uma base familiar estruturada dos alunos e a falta de compromisso do corpo de professores que compõem a rede estadual estão entre os principais problemas da Educação. Somados à falta de professores, esses dois elementos são os maiores obstáculos à melhoria dos índices negativos de Alagoas, na visão da secretária. ?Sem professor, não há como atuar, mas o que tem tornado a Educação algo muito complicado de administrar é que não temos mais a base na família, da educação doméstica, do respeito ao próximo. Os pais não se sentem mais na obrigação de educar os filhos, transferem essa responsabilidade para a escola. Esse é o retrato que a gente vive na sociedade de hoje. A escola vem para complementar e não para ter o papel social da família?, analisa.

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