Economia
Inativos adiam busca de emprego
Rio ? A saída de pessoas do mercado de trabalho tem ajudado a manter a taxa de desemprego no País em mínimas históricas. Mas o fenômeno deve ser revertido assim que o nível de atividade voltar a aquecer, alertou o economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Bentes identificou que o aumento da população não economicamente ativa ? verificado nas seis principais regiões metropolitanas do País pela Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ? foi causado por um adiamento da entrada no mercado de trabalho devido à busca por maior qualificação. A conclusão teve como base o cruzamento das informações do IBGE com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O economista notou que, nas seis regiões metropolitanas que integram a pesquisa do IBGE (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), o número de postos de trabalho recuou em quase todos os cortes de qualificação abaixo do nível médio incompleto. As vagas ocupadas por aqueles que detinham apenas o nível fundamental completo caíram 10,1% entre 2010 e 2013, provocando uma redução na participação desse grupo no contingente de trabalhadores formais, de 12,6% para 10,6% no período.