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Frustra��o com demora do PT leva d�lar a fechar em alta a R$ 3,785

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Nem mesmo a rolagem de quase metade de uma dívida cambial impediu que o dólar fechasse em alta nesta segunda-feira, dia marcado pela frustração do mercado com a demora do PT em anunciar o futuro ministério. A moeda norte-americana, que chegou a ser vendida por R$ 3,825, encerrou o dia cotada a R$ 3,785 para venda e R$ 3,78 para compra, 0,93% mais caro do que na sexta-feira e no maior valor de fechamento desde os R$ 3,82 de 29 de outubro. O mercado aguardava para o fim de semana que passou o anúncio do novo presidente do Banco Central, que segundo o PT, deverá substituir Armínio Fraga já em 1º. de janeiro. Entretanto, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não só não fez o comunicado como embarcou ontem para uma viagem pelos EUA e México, da qual só deve voltar na quinta-feira. Até lá, as expectativas ficam em suspenso. Na sexta-feira, tanto os investidores como membros do PT davam como certa a escalação do economista Pedro Bodin, sócio-diretor da Icatu DTVM e amigo de Fraga, para o cargo. Bodin, entretanto, também não se manifestou sobre o assunto. O dólar só cedeu da máxima do dia porque o Banco Central conseguiu renovar 44,7% de uma dívida cambial de US$ 1,8 bilhão que vence na próxima quinta-feira, reduzindo a pressão por parte de investidores que forçam a cotação na tentativa de maximizar seus lucros na liquidação. Não foi anunciada nova operação, mas há expectativa que ela ocorra amanhã. ?A rolagem reduziu um pouco a pressão, principalmente a que costuma ocorrer na véspera do vencimento. O problema é que o que o mercado quer agora, não é isso. É ministério, é presidente do BC?, afirmou afirmou Mario Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação. Preços recuam Os preços recuaram no atacado no início de dezembro pela primeira vez em seis meses, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O IPA (Índice de Preços no Atacado), que compõe 60% do IGP-M, teve alta de 2,70% na primeira prévia de dezembro. Em novembro como um todo, o mesmo índice subiu 6,73% e 2,94% na primeira prévia do mês passado. A FGV apurou queda de 3,96% no preço do trigo na primeira prévia de dezembro. Também tiveram deflação a soja (-0,26%) e o cacau (7,98%). Os alimentos, porém, tiveram a maior impacto na desaceleração dos preço no atacado. Como um todo, os alimentos tiveram alta de 3,63% no atacado, contra variação de 6,61% na primeira prévia de novembro. A FGV divugou ontem que o IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) chegou a 2,61% na primeira prévia de dezembro.

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