Economia
Pre�o varia devido a v�rios fatores, diz setor
O Sindicombustíveis-AL justifica que o preço do combustível pode variar de bairro a bairro, de acordo com a distribuidora, frete e impostos sob o produto até chegar no posto de gasolina. Valdenildo Oliveira, gerente de um posto de combustível na capital, afirma que o aumento dos preços se dá por conta do grande número de postos existentes em Maceió. Atuando no ramo há mais de 10 anos, Oliveira explica que a margem de lucro caiu muito no estado. Segundo ele, em comparação com Pernambuco, a diferença de lucro pode ser de até R$ 310 mil a menos para Alagoas. Ele justifica dizendo que isso acontece devido à constante variação de preço da própria gasolina que é comprada pelo posto, para revenda. ?A gasolina que eu comprei no começo do mês por R$ 2,56, agora já estou comprando por R$ 2,58. E nem sempre nós repassamos as variações de preço ao consumidor, mas chega uma hora em que se não fizermos isso não tem como sustentar o negócio?. Para economizar, os condutores acabam procurando alternativas. A relações públicas e consultora de atendimento Shade Andrea Cavalcante cita que os amigos têm se valido de artifícios para driblar os preços considerados altos. ?Percebo que meus amigos têm adotado o sistema de caronas. Quando um mora próximo ao outro, ambos se revezam entre os carros ou até mesmo dividem o combustível?, explica. A consultora aproveita para criticar o que considera uma irregularidade praticada por alguns postos. ?Eu fujo sempre dos postos de gasolina que cobram valores diferentes para pagamento à vista e no cartão. Sei bem que essa prática é proibida?, ressalta. A reclamação de Shade Cavalcante está exposta na portaria 118/94, do Ministério da Fazenda, que proíbe a cobrança de diferentes preços nas compras com cartão (crédito ou débito) e dinheiro. ?Todas devem ser encaradas como pagamento à vista?, ressalta a portaria.