Economia
Depois de acidente, Motrisa estuda fechamento de unidade no estado
Gerador de 370 empregos diretos e outros 1,1 mil indiretos, o Grupo Motrisa estuda deixar o estado, depois do desabamento de um dos silos, ocorrido no dia 7 deste mês. Uma fonte dentro da indústria confirmou à reportagem que o assunto vem sendo discutido em reuniões entre os diretores da indústria que está entre as dez maiores do estado. Contribuem para a decisão, segundo a fonte, os prejuízos provocados pela desabamento e o tempo que a indústria está perdendo em consequência da não liberação, por parte do Ministério do Trabalho em Alagoas, da retirada dos restos da torre destruída. Embora a indústria continue em plena atividade, a falta de espaço para armazenamento já está fazendo com que o Motrisa importe trigo da unidade de Sergipe para abastecer o mercado local. Na última quarta-feira, em entrevista à Gazeta, o gerente de Marketing do grupo, Rafael Benedetti, não descartou a possibilidade de fechamento da indústria, mas ressaltou que em princípio a preocupação da direção é sanar os prejuízos provocados pelo desabamento. ?Neste momento, nosso maior interesse é que os moradores voltem para suas casas e que os comerciantes da região voltem a trabalhar?, defende Benedetti. ?Depois, a gente vai ver como vai ficar a operação [de fornecimento de trigo para o mercado]?, completa. A possibilidade de fechamento da indústria está mobilizando o Sindicato dos Panificadores de Alagoas, que não descarta a possibilidade de aumento no preço do pão. Segundo o presidente da entidade, Alfredo Dacal, não há como praticar os mesmos preços tendo que transportar o trigo de Sergipe. ?Os encargos certamente aumentariam, e sobraria para o consumidor final?, ressalta.