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Seca dizima 50% do rebanho alagoano

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O rebanho leiteiro alagoano foi reduzido a 50% devido aos dois anos de seca que assolou o estado. A informação é do presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA) Domício Silva. Segundo ele, para se recuperar as perdas serão necessários cinco anos. O rebanho bovino alagoano possui 1,25 milhão de cabeça de gado de corte e de leite. O rebanho leiteiro alagoano foi o que mais sofreu com a seca e hoje chega a 300 mil cabeças. ?Perdemos cerca de 150 mil cabeças que foram abatidas, ou vendidas?, diz Domício. O presidente da ACA lembrou ainda que Alagoas é referência em matrizes de leite. Segundo ele, os criadores abateram ou venderam suas vacas de leite e rezes para não ver morrer no pasto. ?Perdemos uma boa genética, e para recuperar vai levar tempo?, acredita. O presidente da ACA disse ainda que a perda do rebanho de gado de corte foi de 30%. Ele contesta os números apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam redução do rebanho alagoano. Segundo ele, a estiagem que se abateu no Nordeste foi a pior dos últimos 50 anos e causou um grande prejuízo à agricultura e à pecuária alagoana. ?Seria impossível dizer que não houve perda no rebanho. Basta dar uma olhada nas reportagens da TV e jornais e ver os relatos sobre a morte de animais?, disse ele.

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