Economia
Jovens desbravam setor de impressora 3D
São Paulo, SP ? Fazer o download do tênis da moda e deixar a impressora 3D materializar a aquisição enquanto você toma um banho e se prepara para sair parece tão improvável quanto era, antes da internet, encomendar os produtos que vão abastecer a dispensa da cozinha com alguns poucos cliques no computador, sem precisar sair do sofá. Um grupo de jovens brasileiros, entretanto, não só vislumbra essa possibilidade, como trabalha para que ela seja, desde já, seu caminho para ganhar a vida. São empreendedores que pagam o ônus de inovar no Brasil, um país sem tradição em tecnologia de ponta. Com um ou outro tropeço, eles já percebem demanda para o negócio. ?Desde que entrei nessa área, trabalho direto, das 8h à meia-noite, praticamente todos os dias?, afirma Rodrigo Krug, que há dois anos mantém uma microfábrica de impressora 3D incubada dentro da PUC-RS, onde estuda Engenharia. Ele começou a sondar esse mercado há seis anos e, mais dedicado aos seus projetos de automação do que à carreira acadêmica, suspendeu o curso universitário, iniciado em 2006. ?Pensei que ia ter demanda para uma ou duas máquinas por mês, mas hoje fazemos entre 40 e 50?, diz o empresário, que faturou R$ 800 mil no ano passado e prevê atingir R$ 1,4 milhão este ano. Mesmo com tanto trabalho extra, Krug prevê que, finalmente, vai se formar em 2014.