Economia
Desafio de shopping virtual � atrair vendedor
São Paulo, SP ? A abertura de um marketplace, plataforma que funciona como um shopping center virtual ? reunindo várias lojas on-line em um único site ? pode ser uma alternativa para reduzir custos. Mas, para serem viáveis, esses sites precisam oferecer atrativos aos vendedores. O e-commerce tradicional lida com gastos que aumentam de forma exponencial à medida em que cresce o número de consumidores, como as despesas com tecnologia, frete, marketing, fornecedores e mão de obra. O marketplace, por ser um intermediador de vendas, tem custos menores e se encarrega de oferecer apenas a infraestrutura do site. Em troca, fica com uma comissão das vendas que costuma variar entre 5% e 20%. As despesas operacionais, de estoque e entregas, por exemplo, ficam por conta dos vendedores. De acordo com a Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), existem no País hoje cerca de 50 dessas plataformas: dez estão ligadas a grandes redes, como o Extra, do Grupo Pão de Açúcar. Os menores têm o desafio de sobreviver à concorrência, tanto em vendas quanto em número de vendedores. O caminho é longo. Segundo Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP, esses sites levam cinco anos até equilibrar receitas e despesas. Mauricio Salvador, presidente da Abcomm, afirma que esse tipo de negócio é viável quando oferece um sortimento grande de produtos, fornecidos por diferentes vendedores.