Economia
Cechin sugere mais tempo para as aposentadorias
Brasília - O governo de Luiz Inácio Lula da Silva receberá a Previdência Social com um déficit aproximado de R$ 70 bilhões e com tendência de alta. Atualmente, cerca de 13% da população brasileira é composta por aposentados e o número pode chegar a 23% se nenhuma reforma for feita até o longínquo ano de 2045. Neste cenário, o ministro José Cechin (Previdência) alerta o novo presidente para reformas, classificadas por ele como urgentes. E a primeira delas, segundo o ministro, deveria ser o aumento do tempo de contribuição pelos trabalhadores com carteira assinada. ?Vivendo mais, as pessoas têm de ser solicitadas para que trabalhem mais e contribuam mais?, disse Cechin. Outras idéias Uma das possibilidades sugeridas pelo ministro seria o aumento da idade para a aposentadoria dos trabalhadores rurais. Pela legislação atual, os trabalhadores do campo se aposentam com 60 anos, no caso dos homens, e 55 anos, se mulheres. Nas cidades, as idades para aposentadoria são cinco anos superiores - os homens deixam de trabalhar aos 65 anos e as mulheres aos 60. Cechin diz que não há motivo para a diferença entre trabalhadores rurais e urbanos, pois nada prova, no seu entendimento, que o trabalho no campo seja mais penoso do que os serviços nas grandes cidades. Da mesma forma, os professores se aposentam com a mesma idade que os trabalhadores do campo. ?Vai ver que o motivo é o pó de giz?, ironiza. E o argumento é o mesmo usado para propor o aumento da idade para os trabalhadores rurais: ?As atividades de professores (...) não são mais penosas que as atividades dos demais trabalhadores, não justificando, portanto a redução de cinco anos no tempo de contribuição e idade destes profissionais?.