Economia
Superavit prim�rio foi de R$ 3,6 bi em mar�o
Brasília, DF ? Um dia depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometer que o governo se esforçaria mais na área fiscal e que o cumprimento da meta estava garantido, o Banco Central (BC) divulgou ontem que o País registrou no primeiro trimestre do ano o pior superavit primário em quatro anos. Entre janeiro e março, o setor público consolidado (União, Estados e municípios) poupou R$ 25,6 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública, expediente chamado de superavit primário. A meta para o ano é de R$ 99 bilhões. Seguindo o coro de Mantega, que tentou transmitir tranquilidade aos mercados em discurso no Congresso Nacional na terça-feira, duas autoridades da equipe econômica reforçaram a mensagem ontem. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que a meta fiscal será atingida com tranquilidade. Horas depois, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou ser ?factível? o cumprimento da meta de R$ 99 bilhões para o ano, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto. O resultado do primeiro trimestre de 2014 só não foi pior devido ao resultado surpreendente de Estados e, principalmente, dos municípios. Entre janeiro e março, os governadores e prefeitos entregaram um esforço fiscal de R$ 13,2 bilhões, o maior em três anos. Apenas os municípios fizeram uma economia de R$ 2,8 bilhões no período ? o maior superavit primário em toda a série histórica do BC, iniciada em 2000. Assim, Estados e municípios fizeram, ao todo, uma economia maior de recursos fiscais do que a União.