Economia
Nem todo cliente � vegetariano
Noélia Borges não especifica valores investidos na ampliação de empreendimento pelo qual passam centenas de consumidores diariamente. O fluxo de fregueses, observa a empresária, ?cresceu bastante? quando ela apostou na oferta de refeições vegetarianas e ainda daquelas à base de alguns produtos de origem animal. ?A demanda por alimento natural é muito grande, mas nem todo cliente é vegetariano. Isso explica porque teve boa aceitação a oferta de pratos com peixe e frango, por exemplo?, acrescenta. Deu certo, muito certo. Noélia também robusteceu seu faturamento porque, além das refeições, conseguiu vender outros produtos. Com avanço do negócio, solidificou seus dotes culinários e interveio no preparo das refeições, diversificando seu cardápio. Ao mensurar o esforço de seus colabores, apostou na cobrança de R$ 42,00 pelo quilo de comida no self-service. ?É um preço justo e na média do que se paga em shopping center?, analisa. Os 50 assentos do restaurante geralmente ficam ocupados ao meio-dia. Para chegar ao caixa e pagar pelo alimento, os clientes percorrem labirinto de prateleiras cheias de produtos naturais. Resultado: agregam mais alguns itens à cesta de compras. Alguns ainda tomam café na lanchonete da empresa. ?Uma coisa puxa a outra. A saborosa alimentação natural satisfaz o cliente?, acrescenta, enquanto mostra ao repórter fotográfico José Feitosa recipiente cheio de grojiberry, fruta originária do Himalaia e cujo quilo sair por R$ 204,00. ?Muitos compram sua porção para facilitar seu emagrecimento?, aconselha.