Economia
Mercado de alimento natural cresce em Macei�
Nídia Battaglia abandonou a arquitetura 27 anos atrás. Mudou-se para São Paulo e comprou o barco com que percorreu o litoral brasileiro em companhia do esposo e de três filhos. Estavam na Paraíba quando a possibilidade de explorar o potencial turístico da paradisíaca Barra de São Miguel se tornou realidade. A família tirou o sustento da promoção de passeios turísticos até dois anos atrás, momento em que Nídia ofertou aos amigos mais próximos um banquete de comida vegetariana. Repetiu a dose uma semana depois até concluir que havia demanda para a oferta de alimentação natural em bairro nobre de Maceió. Procurou e achou sem muita dificuldade um ponto comercial bem localizado próximo à orla de Jatiúca, em Maceió. Investiu R$ 50 mil em equipamentos e na adaptação do ambiente para ofertar ao público de melhor poder aquisitivo alimentação preparada com produtos de origem essencialmente vegetal. ?Não fiz pesquisa de mercado, mas acho que acertei ao fazer o investimento?, explicou. Se tivesse feito, Nídia teria se deparado com informação alvissareira: quase 16 milhões de brasileiros (8% da população) consideram-se vegetarianos, mas nem sempre têm onde consumir a alimentação de sua preferência. A ausência, na capital alagoana, de restaurante especializado em comida vegetariana era ?queixa? comum dos amigos que, com Nídia, já compartilhavam do hábito de consumir produtos que não tivessem origem animal. ?Não tinha dúvidas da viabilidade do investimento próximo à orla de Jatiúca?, confessou. O negócio registrou crescimento médio de 18%, na comparação entre 2012 e 2013. ?Desejaríamos um pouco mais, mas acho que estamos muito bem?, avalia a argentina. Ela prefere não detalhar faturamento, mas explica que a clientela contribui para o sustento de dez trabalhadores.