Economia
Economistas defendem mudan�a em reajuste
Rio de Janeiro ? Embora a disputa na campanha eleitoral deste ano torne improvável haver uma alteração na política de reajustes do salário mínimo, economistas defenderam ontem mudanças nas regras. Apresentações em seminário organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio, mostraram que os reajustes não geraram efeitos colaterais no mercado de trabalho e ajudaram na distribuição de renda, mas o impacto nas contas públicas e na elevação da inflação justificariam as mudanças. Desde 2007, o salário mínimo é reajustado anualmente pelo INPC (índice de inflação das famílias de menor renda) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de toda a renda gerada no País em um ano) de dois anos antes. Como o salário mínimo baliza os gastos sociais do governo ? aposentadorias e pensões do INSS, sobretudo ?, reajustes elevados dificultam manter as contas públicas no azul. A regra chegou a ser fixada em lei e vale, pelo menos, até 2015. Mas o Congresso já começou a discussão para estender a política. O discussão foi introduzida por um projeto do PSDB, colocando lenha na fogueira do debate eleitoral. Diretor da Escola de Economia de São Paulo (EESP/FGV), o economista Yoshiaki Nakano destacou que, caso o salário mínimo continue aumentando no mesmo ritmo do PIB, será preciso elevar a carga tributária, pois os gastos com Previdência subirão, na medida do envelhecimento da população.