Economia
Consumidor passa a ter mais op��o
O alagoano insatisfeito com as taxas de juros cobradas pelo banco através do qual, anos atrás, contraiu financiamento imobiliário já pode transferir sua dívida à concorrência e desfrutar de melhores condições de pagamento, economizando muita grana a partir da redução do valor de cada parcela. É que, desde o início do mês, entrou em vigor a regulamentação do Banco Central (BC) garantindo ao correntista a portabilidade de financiamento imobiliário. Ele pode, por exemplo, levar um financiamento com taxa anual de 10,92% àquele que concordar com a redução para 9,8% ou então 9,0%. Ou seja: o imóvel de R$ 400.000,00 adquirido com taxa anual de 10,92% impõe ao mutuário pagamento de R$ 43.680,00 de juros, em um ano. Se conseguir redução para 9,8%, os juros caem para R$ 39.200,00. Caso consiga redução para 9%, melhor ficaria sua situação: pagaria ?apenas? R$ 36.000,00 de juros. Do primeiro para o segundo caso, a redução seria de R$ 4.480 por ano. Uma década depois, o credor economizaria R$ 44.800,00. Mais dez anos de prestações com taxa de 9,8%, economia de R$ 89.600,00. Trinta anos depois, R$ 134.400,00 poderiam estar sua conta ou investidos em outra aplicação. A possibilidade de migração de dívidas deve gerar disputa entre instituições pela manutenção do seu cliente ou então pela conquista de um novo correntista. ?Dependendo do relacionamento dele com o banco, é possível avançar na redução dos juros?, confirma a assessora de crédito Adriana Barros, do Banco do Brasil. A funcionária cita exemplo de correntista que tinha dívida com taxa anual de 13%, mas que, depois de negociação e contratação de alguns serviços, abaixou para 8% a carga de juros anuais. Uma redução destas seria aplicável a um cliente com anos e anos de relacionamento com o banco.