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ICMS da ind�stria chega a R$ 44,8 milh�es anuais

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Caso não tivesse robusto fôlego financeiro e estoque de farinha em suas filiais, o Moinho de Trigo Indígena S.A. (Motrisa) poderia não ter pagado à Secretaria da Fazenda (Sefaz) até R$ 11,2 milhões para retirar do Porto de Maceió, no dia do desabamento de seu silo, carga de 30 mil toneladas de trigo avaliada R$ 33 milhões. Os mais de R$ 11 milhões correspondem ao percentual de 34% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrados à indústria alimentícia pelo trigo comprado trimestralmente da Argentina e do Canadá. ?Já que o governo estadual antecipa a cobrança de mais 17% (ainda no Porto de Maceió), a gente não cobra ICMS quando vende os sacos de farinha. Isso ocorre por causa do regime de substituição tributária em vigor na região nordestina?, explica Pedro Pereira, diretor financeiro da indústria alimentícia. ?Não deixamos governo no aguardo. O imposto foi pago em sua totalidade. Outros impostos também foram honrados durante o período de paralisação das atividades da fábrica?, reforçou o executivo Paulo Godoy, segundo o qual a empresa importa, a cada três meses, entre 25 mil e 30 mil toneladas de trigo. Levando-se em consideração os R$ 11,2 milhões de ICMS pagos pela importação das 30 mil toneladas, em abril, estima-se que o moinho tenha capacidade de direcionar até R$ 44,88 milhões à Sefaz, anualmente.

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