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Alagoas enfrenta processo de desindustrializa��o

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O encolhimento do setor sucroenergético, agravado pelo fechamento de unidades e ainda pelo desligamento de 41 mil trabalhadores na indústria de transformação em geral, explica por que razão Alagoas enfrenta ?processo de desindustrialização? que impacta negativamente no cenário econômico local. ?Medido pela ótica do emprego da mão de obra, a queda é vertiginosa?, afirma o professor Fábio Guedes, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), referindo-se ao corte de 13 mil postos de trabalho no setor industrial alagoano (-12%), entre os anos de 2011 e 2013. Os quatro primeiros meses de 2014 também não foram nada favoráveis ao setor, responsável pelo corte de 28,4 mil empregados no período. ?Portanto, de 2011 até abril de 2014, perdemos 41 mil trabalhadores?, emenda o professor, segundo o qual houve redução de 106 mil para 93 mil em pouco mais de dois anos. O professor Fábio Guedes explica ainda que, embora haja crescimento em outros setores, ?algo muito localizado na indústria de químico e plásticos?, essa expansão ?neste ramo específico? não tem sido capaz de reverter o acelerado quadro de desindustrialização no cômputo geral. ?Do ponto de vista da geração de emprego, o efeito é praticamente nulo, pois são cadeias industriais intensivas em tecnologia. A geração de empregos indiretos, por qualquer ângulo de análise, é sempre um número cabalístico. Não se tem certeza alguma de seu impacto?, explicou à reportagem. Em relação aos fatores que contribuem para o ?declínio da atividade? industrial, o professor aponta alguns dos problemas estruturais cujas soluções são essenciais à atração de novos empreendimentos e de grande porte. Um dos principais problemas, reforça, é a capacidade de oferta de energia elétrica.

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