Economia
Infla��o medida pelo IPCA perde for�a e reduz alta para 0,46%
Rio ? A desaceleração nos preços dos alimentos e a queda de passagens aéreas, combustíveis e tarifas de água e esgoto fizeram com que a inflação perdesse força em maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,46%, menos do que a taxa de 0,67% registrada em abril, informou ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado provocou a queda dos juros no mercado futuro, reforçando a percepção de que a taxa básica (Selic) permanecerá em 11% até o fim do ano. Mas a taxa em 12 meses continuou se aproximando do teto da meta perseguida pelo governo, de 6,5%, e chegou a 6,37% no mês passado. É o maior nível desde junho de 2013 (6,7%). Economistas já falam em inflação acima do teto da meta em junho, repetindo o que ocorreu no ano passado. ?Estamos com inflação persistentemente acima de 6% e, por onde quer que você olhe, não há válvula de escape?, disse o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. Para ele, a inflação seguirá em patamar próximo a 6,5% até o fim do ano, com ?riscos concretos? de fechar 2014 acima do teto da meta.