Economia
Copa n�o vai gerar impacto
São Paulo, SP ? A Copa do Mundo de futebol, que será realizada no Brasil a partir de quinta-feira, 12, não deve gerar impacto relevante na inflação captada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). A avaliação é do coordenador do indicador, Paulo Picchetti, que, em entrevista à imprensa para detalhar o resultado do IPC-S de maio, disse que os maiores efeitos da competição internacional nos preços devem ficar localizados e restritos aos bairros próximos aos estádios que receberão as partidas, sem influência capaz de trazer alguma pressão expressiva para o índice da Fundação Getulio Vargas (FGV). ?No Brasil tem essa coisa automática de querer correlacionar qualquer coisa da economia aos preços?, disse Picchetti, lembrando que, mais recentemente, no verão, tentou-se vender a ideia equivocada que o forte calor estava gerando aumento da inflação. ?A Copa vai causar inflação? Pode ser que, em um bar da Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, o suco de laranja custe R$ 15. Lá, isso poderá acontecer. Mas o índice é pesquisado no Brasil inteiro?, afirmou, lembrando do contexto bem mais amplo dos indicadores de inflação calculados no País. Para Picchetti, há setores da economia, como o de produção, que podem até ser afetados pelas datas dos jogos do Brasil, mas, na inflação captada pelos indicadores, poucos devem ser os itens influenciados pela Copa do Mundo. Um exemplo, segundo ele, são as passagens aéreas, que tendem naturalmente, em função da procura, a subir de preço. Mas, mesmo neste caso, ele lembrou que a proximidade das férias de julho também deve ser um fator com importância parecida para eventuais aumentos no valor deste item.