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Economia

Educa��o financeira ajuda no controle

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O economista Lucas Sorgato concorda que o descontrole das despesas pessoais reflete a falta de educação financeira desta e de outras gerações de brasileiros. ?A criança recebe dinheiro dos pais, gasta sem limites e, quando adulta, tende a manter a tradição do descontrole financeiro?, observa. Ele adverte ainda que o processo de não se contabilizar a receita pessoal, tema da pesquisa do SPC Brasil, tem consequência danosa ao futuro financeiro de milhares de brasileiros que não levam em consideração a necessidade de dinheiro e patrimônio no futuro para desfrutar de melhor qualidade de vida. ?Quando não se gerencia os recursos pessoais, não se consegue economizar para realização de objetivos simples, como a compra de um bem material ou então a realização de uma viagem qualquer. O sonho da aposentadoria também fica distante para os desorganizados e perdulários?, analisa Sorgato. Aos que não receberam educação financeira em casa, na juventude ou no início da fase adulta, ele diz ser essencial a incorporação de hábito muito simples: a anotação de todos os gastos diários, incluindo principalmente os pequenos valores dispendidos para pagar refeição, estacionamento e lanches. Ao final de cada mês, orienta o economista, o cidadão endividado poderá fazer comparativo entre receita (salário) e despesa (dinheiro utilizado no dia a dia), descobrindo, por exemplo, as razões pelas quais não conseguiu chegar ao próximo mês com algum dinheiro sobrando na conta bancária. ?É preciso ter noção exata de gastos fixos e variáveis. Com estas informações, é possível planejar, inclusive, um endividamento de médio ou longo prazo?, diz, referindo-se ao ?bom endividamento?, geralmente atrelado à compra de um imóvel. ?Endividamento não é problema. Problema é a inadimplência?, completa. A cultura do imediatismo, caracterizada pela compra impulsiva de produtos à primeira vista, também explica por que se costuma ?disparar? a frase ?Eita, o salário não deu!?. Para o economista, isto seria consequência, também, do acesso muito fácil ao crédito bancário, em todas as faixas de renda.

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