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Equipe de transi��o alerta sobre racionamento de energia no NE

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BLEINE OLIVEIRA Um relatório sobre o setor elétrico, preparado pelo Escritório de Transição Governamental, alerta o futuro governo para a ameaça de racionamento de energia em 2004. O documento mostra que, se a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) subir entre 3% e 4% no próximo ano, haverá problemas no abastecimento no Norte e no Nor-deste do País. A informação surpreendeu o superintendente de operações da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), engenheiro José Mateus Lucena. Ele disse que não há informações oficiais do Operador Nacional de Energia (NOS) e nem da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), órgãos de quem a Ceal recebe orientações sobre fornecimento e reserva de energia. O superintendente de operações da Ceal considera ?difícil fazer um prognóstico agora? sobre o quadro que o País vai viver daqui a um ano e meio ou dois anos. Ele afirma que o alerta dado pelo Escritório de Transição é importante, mas aposta que todas as providências serão adotadas pelo novo governo para anular os riscos de racionamento ou apagão. ?Temos alguns dados sobre atraso na construção de termelétricas, mas nada que indique a possibilidade de um novo racionamento?- disse Mateus Lucena. O relatório da equipe de técnicos que faz a transição entre o fim do governo do PSDB, e o início da administração do Partido dos Trabalhadores (PT) revela ainda que 18 das 40 termelétricas em construção no País estão com o cronograma de obras atrasado. Não é esse o caso de Alagoas, adianta Mateus Lucena, revelando que as três termelétricas do Estado estão totalmente concluídas e prontas para entrar em operação. O engenheiro admitiu que o sistema elétrico dá sinais de apreensão com o atraso nas chuvas, mas a expectativa é de que a precipitação pluviomética de janeiro próximo vai garantir os níveis nas usinas hidrelétricas. Consumo A Ceal está operando com o mesmo mercado consumidor de 1999. Isso significa que caiu praticamente a zero o crescimento do consumo após o racionamento de 2001. Até então, a Companhia registrava um crescimento médio de 5% ao ano. A explicação é que, com o racionamento, o consumidor, tanto residencial quanto comercial, adotou um comportamento para economizar energia que está sendo mantido mesmo com o fim das restrições impostas pelo governo federal. ?Lâmpadas econômicas, horário de funcionamento, gerador de energia, fim do desperdício com aparelhos eletrodomésticos foram medidas adotadas e que estão sendo mantidas?- explica Mateus Lucena, acrescentando que, numa situação de crise financeira, ?toda economia é válida?.

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