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Crise afeta o lazer nos bares da cidade

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Combustíveis, pão, açúcar, leite, eletrodomésticos... o alagoano tem se deparado, nos últimos meses, com uma série de aumentos que fazem o custo de vida cada vez mais caro. A crise econômica que afetou o País nos períodos pré e pós-eleitoral chegou por aqui e afetou, praticamente, todos os setores, inclusive a área de entretenimento. E para quem pensa em beber para esquecer, vai um aviso: o setor de bares e restaurantes já prevê para a segunda quinzena de dezembro o repasse dos aumentos dos últimos meses para a mesa do bar. O consumidor vai pagar mais caro. Em período de festas e férias escolares os aumentos abrem perspectivas negativas. O consumidor parece mais criterioso e os estabelecimentos que costumam viver seus tempos de bonança nesse época do ano estão cuidadosos e apreensivos. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, seccional de Alagoas, Valdir Santos, o aumento abusivo dos preços tem gerado uma situação complicada que, certamente, vai prejudicar o setor, mas os reflexos, admite, só poderão ser medidos a partir da segunda quinzena deste mês, quando começa, de fato, a temporada. O que ele considera abusivo é o atrelamento de todos os produtos ao dólar. ?Tudo o que se possa imaginar está aumentando e a justificativa apresentada é sempre a mesma: a alta do dólar?. Dessa desculpa, segundo Valdir, nem o alface escapou. Teve um aumento médio de 40% neste segundo semestre. Com esse exemplo, ele mostra o quanto está sendo difícil manter a cozinha dos hotéis, bares, pousadas e outros estabelecimentos do gênero. Entre esses itens estão o frango, o trigo, o frete, os legumes, a cerveja e até o limão, item gratuito na alimentação e no aperitivo. Os consumidores mais observadores já sentiram diferenças sutis nos preços, outros percebem que o movimento caiu. ?As pessoas têm saído menos, durante a semana, embora não tenha havido queda no fim de semana?, diz Sandro Xavier, presidente da Associação dos Bares e Restaurantes da Orla. Segundo ele, até agora quem mais tem sentido a crise é quem trabalha exclusivamente com o pessoal da terra. Mesmo assim, ele está prevendo uma boa temporada que se inicia nos próximos dias. A alta do dólar impossibilitou as viagens para o exterior e a tendência natural é o turismo interno. É nos próximos dias também, de acordo com ele, que o setor vai começar a repassar para o consumidor os números da crise segurados desde o início do semestre. ?Não dá mais para segurar. Os aumentos têm sido assustadores e atingem todos os itens de um bar e restaurante. A cerveja aumentou em média 8%. Alimentos subiram na faixa de 10% a 20%. Isso inclui carnes, camarões, bebidas quentes, hortifrutis, feijão, arroz, óleo, açúcar, laticínios... Na sua opinião, é inevitável que esses aumentos cheguem à mesa do consumidor na segunda quinzena de dezembro.

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