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Economia

53 milh�es de nordestinos s� economizam 13% de sua renda

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O professor doutor Cícero Péricles, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), avalia que a variação positiva (4,9%) do consumo Nordeste continuará sendo superior à média nacional por causa de fatores como aumento do emprego formal e da renda na região. ?A demanda reprimida de uma população pobre (como a alagoana) é satisfeita com mais compras, estimuladas pelo aumento do salário mínimo?, avalia o professor. Os atuais níveis de consumo da região trazem, enfatiza o estudioso da economia regional, outra consequência: apenas 13% da renda de 53 milhões de nordestinos vão para a poupança. ?O nível de poupança dos nordestinos é muito baixo?, revela. Ele acrescenta que a recente pesquisa da Confederação Nacional do Comércio confirma o que outros indicadores, como a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, já vinham afirmando, que o consumo no Nordeste continuará sendo mais alto que a média nacional. Gazeta. O que explica a variação positiva da intenção de consumo no Nordeste? Cícero Péricles. As razões são muitas: aumento do emprego formal e da renda na região; crescimento das economias estaduais, o impacto maior do salário mínimo, que influencia os pagamentos da previdência, e o aumento das transferências diretas de renda, que casa perfeitamente com as múltiplas necessidades da população mais pobre. Pesam também o permanente investimento das redes varejistas e, claro, a manutenção das facilidades de crédito. O Nordeste está na contramão do Sul e do Sudeste? São realidades distintas. O impacto das taxas nacionais mais baixas de crescimento é sempre maior nas regiões mais desenvolvidas, industrializadas, como as do Sudeste, onde está a concentração de empresas, que estão sofrendo a pressão da concorrência externa, das dificuldades de exportações e estão registrando taxas menores de investimento. Qual o tamanho do mercado consumidor nordestino? A redução do crescimento influencia muito mais o consumo dessas regiões. Com 42% da população, o Sudeste centraliza metade das empresas brasileiras, o Nordeste apenas 18,3%; o Sudeste consome metade de tudo o que é vendido no País, o Nordeste apenas 19,5%. São regiões econômica e socialmente distintas. O que causa impacto na região nordestina, como o salário mínimo, previdência social, transferências direta de renda não tem a mesma influência que no Sudeste. O Nordeste se destaca como grande consumidor? Há uma década que chama a atenção da mídia nacional e dos especialistas em análise econômica o fenômeno do consumo nordestino de itens básicos, como alimentos, roupas e remédios; materiais de construção no varejo; bens duráveis, como eletrodomésticos e meios de transportes ? motos, carros e bicicletas.

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