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D�lar registra maior queda desde 11 de outubro

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São Paulo - A entrada de dólares captados por bancos brasileiros no exterior, a venda de linhas externas pelo Banco Central (BC) e o efeito da escolha de Henrique Meirelles para presidir a instituição levaram a cotação da moeda norte-americana a despencar. O dólar caiu 3,74% e fechou ontem cotado a R$ 3,59 para compra e a R$ 3,60 para venda, a maior queda desde os 4,26% de 11 de outubro. Na mínima do dia, a moeda foi vendida a R$ 3,74. Enquanto isso, o risco - Brasil despencou 4,43% para 1.488 pontos - o menor valor em seis meses. O principal fator a contribuir com a queda do dólar ontem foi a entrada de recursos captados pelo Bradesco e pelo Itaú na semana passada. O Bradesco, segundo sua assessoria, vendeu US$ 175 milhões em eurobônus. O Itaú também teria captado quantia semelhante, segundo cálculos do mercado. Além do dinheiro dos bancos, o BC, ontem, vendeu ao mercado US$ 200 milhões em linhas externas, elevando para quase US$ 1 bilhão a reserva de ?hedge? (proteção cambial) vendida às instituições para a virada do ano. Bolsa Bovespa em alta A queda do dólar e do risco Brasil e o desempenho positivo do mercado global refletiram na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou com ganhos de 1,95% e um volume financeiro de R$ 1,2 bilhão, o maior em três meses, inflado pelo exercício dos contratos de opções (R$ 583,9 milhões). ?A alta da Bolsa foi uma reação técnica, favorecida pelo dia calmo no câmbio e no exterior?, diz o diretor da corretora Planner, Luiz Antonio Vaz das Neves. O índice Bovespa - que reúne as 56 ações mais negociadas - finalizou o dia em 10.771 pontos, mas chegou a atingir máxima de 10.798 pontos, uma valorização de 2,21%. Para o diretor da Planner, dificilmente o Ibovespa conseguirá romper ainda esta semana o patamar de 11.000 pontos, abandonado no final de junho. Ele explica que a queda do dólar torna as ações brasileiras mais caras no exterior - o que deve provocar o aumento de vendas de ADRs (recibos de empresas estrangeiras negociados em Wall Street) nos próximos dias.

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